DADOS GERAIS SOBRE A GUINÉ-BISSAU
SITUAÇÕES GEOGRÁFICAS

Situa-se na costa ocidental da África. Ao norte faz fronteira com Senegal e ao leste com Guine-Conakry e ao sul e sudeste com Oceano Atlântico
Colonização: um dos cinco países colonizados pelos portugueses.
Capital: Bissau
Idioma: Português (oficial) crioulo (nacional) e mais 27 línguas nativas aproximadamente;
Clima: Tropical (com duas estações do ano. Chuva de maio a outubro e quente de novembro a abril)
Area superficies: 36.125 km2.
Grupos etnicos: 27 aproximadamente
Religião: islamismo, cristianismo, animismo, religiões tradicionais,
Independência: 24 de Setembro de 1974
Obs.: (Ano letivo começa em setembro (escolas particulares ) e termina em junho) e pública em outubro e termina em julho.

POLÍTICA
Sistema de governo: presidencialista e semi-presidencialista (presidente como chefe do estado e o primeiro ministro como chefe do governo).
Divisão geopolítica do país: três províncias (norte, sul, leste e setor autônomo de Bissau a capital), e oito regiões (estado) com seus respectivos governantes.

ECONOMIA
Agricultura e pesca;
Caju ocupa sexto lugar na produção mundial;
Exportação de peixe e frutos do mar, castanha de caju, amendoim em pouca quantidade, madeira;
Arroz é a base de alimentação;
Petróleo e fosfato, não explorados.

EDUCAÇÃO
Taxa de alfabetização:
população total: 42,4%
homens: 58,1%
mulheres: 27,4% (2003 est.)
RELIGIÃO Sob o governo português, a Igreja Católica funcionou quase que como um braço do governo colonial; os evangélicos foram banidos ou sofreram discriminação. Desde a independência, a medida de liberdade das atividades cristãs tem sido aumentada. Até 1990 somente uma missão protestante tinha permissão para funcionar, mas desde então outras várias conseguiram entrar no país. Há atualmente liberdade de religião para todos os grupos, apesar de alguma conversão para com os convertidos, mas não tão intensa. Há um sincretismo significativo entre o islã ou o catolicismo e as religiões tradicionais africanas, de modo que é bem difícil precisar os números de filiação religiosa. O povo vive atormentado pelos espíritos, e muitos têm aceitado a fé islâmica. Esse é o quadro religioso:
Animista: 45 %
Muçulmanos: 54 %
Cristãos 1%

FERIADOS NACIONAIS
Primeiro de Janeiro
20.01 – Amilcar Cabral – heroi da libertação nacional (dia dos heróis nacionais)
30.01- Morte de Titina Sila- heroína nacional
14.02 – Dia dos namorados. Não e feriado nacional
17.02 – Dia dos professores
08.03 – Dia internacional das mulheres
Abril – Páscoa
01.05 – Dia internacional dos trabalhadores
01.06 – Dia das crianças. Não é feriado nacional somente as escolas de primeira a sexta séries.
03.08 – Dia dos martíres da colonização -massacres de Pindjiquiti (Guerra que resultou por causa da reivindicação salarial)
24.09 – Independência nacional
14.11- Golpe de Estado
20/12 – Festa do cordeiro (mulçumana)
25.12- Natal.

BREVE HISTÓRICO DA GUINÉ BISSAU
A luta pela independência
Durante três séculos a região constituiu a colónia da Guiné Portuguesa.
* Em 1951, a Guiné-Bissau mudou de estatuto, tornando-se numa Província Ultramarina de Portugal.
* Em 1956, o intelectual guineense Amílcar Cabral, que estava no exílio em Conacri, e mais cinco correligionários fundaram o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
* Em 1963, face à intransigência de Portugal quanto à independência, com o apoio de outros países, o PAIGC iniciou a luta armada de guerrilha, visando pôr termo ao colonialismo português.
* Em 1973, a guerrilha do PAIGC consolidou o seu domínio do território, no mesmo ano, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri, tendo sido substituído pelo irmão Luís de Almeida Cabral.
* Em 24 de setembro de 1973, a independência foi declarada unilateralmente com a Revolução dos Cravos em Portugal (1974). A 10 de setembro de 1974, a Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa na África a ter reconhecida a sua independência, constituindo-se na República da Guiné-Bissau.
O governo de partido único do PAIGC
Luís Cabral foi empossado como o primeiro presidente da República da Guiné-Bissau, instituindo-se um governo de partido único de orientação marxista controlado pelo PAIGC e favorável à fusão com a também ex-colónia de Cabo Verde. O seu governo enfrentou sérias dificuldades que chegaram a provocar a escassez de alimentos no país.
Luís Cabral foi deposto em 1980 por um golpe de estado militar conduzido por João Bernardo “Nino” Vieira que assumiu a liderança do PAIGC, instituindo um regime autoritário. Com o golpe, a ala cabo-verdiana do PAIGC se separou da ala guineense do partido, o que fez malograr o projeto de fusão política entre Guiné-Bissau e Cabo Verde. Ambos os países romperam relações, que somente seriam reatadas em 1982.
O país foi controlado por um conselho revolucionário até 1984, ano em que Guiné-Bissau ganhou sua atual constituição. Nesse período, todas as alas de extrema-esquerda do PAIGC foram dissolvidas.

A transição democrática
A transição democrática iniciou-se em 1990. Em maio de 1991, o PAIGC deixou de ser o partido único com a adoção do pluripartidarismo. As primeiras eleições multipartidárias tiveram lugar em 1994. Na ocasião, o PAIGC obteve maioria na Assembléia Nacional Popular e João Bernardo Vieira foi eleito presidente da República.
Guerra civil e instabilidade política
Em junho de 1998, uma insurreição militar liderada pelo general Ansumane Mané, conduziu à deposição do presidente Vieira e a uma sangrenta guerra civil. Mais de 3 mil estrangeiros fugiram do país. O conflito somente se encerrou em maio de 1999, quando Ansumane Mané entregou a presidência provisória do país ao líder do PAICG, Malam Bacai Sanhá, que convocou eleições gerais.
Em 2000 realizaram-se as eleições e Kumba Yalá, do Partido da Renovação Social (PRS), foi eleito, derrotando Sanhá com 72% dos votos. Yalá formou um governo de coalizão entre o PRS e a Resistência da Guiné-Bissau/Movimento Bafatá. Em novembro de 2000 Ansumane Mané foi morto por tropas oficiais em uma fracassada tentativa de golpe.
Em setembro de 2003 teve lugar um novo golpe encabeçado pelo general Veríssimo Correia Seabra, durante o qual os militares prenderam Kumba Yalá por ser “incapaz de resolver os problemas” do país. Henrique Rosa foi colocado como presidente provisório até às novas eleições. Em março de 2004 o PAIGC venceu as eleições na Assembléia Nacional ficando com 45 das 100 cadeiras em disputa. O PRS, segundo mais votado, obteve 35 cadeiras. O líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, foi indicado como primeiro-ministro.
Em outubro de 2005 João Bernardo Vieira foi reconduzido à presidência, mas não completou o seu mandato por ter sido assassinado no dia 2 de Março de 2009. Nas eleições presidenciais de 28 de junho de 2009, Malam Bacai Sanhá foi o vencedor com 63% dos votos.

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